sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A Proposta do Dance News

Esta matéria é de interesse de todos os envolvidos na Dança de Salão, sejam dançarinos, profissionais  de música, organizadores e demais setores.
Qualquer investidor que fizer um orçamento gráfico para a impressão de um tabloide dirigido à uma determinada arte certamente desistiria do seu intento de distribuir gratuitamente sua publicação. O custo é altíssimo e a qualidade está cada vez mais baixa.
Sou obrigado a bater palmas para quem conseguiu sustentar sua publicação até agora. Lógico que teve quem não ficou retido na Dança de Salão e partiu para outras categorias, senão sucumbiria diante do estigma de que a Dança de Salão não é unida e não valoriza as publicações. De certa forma dou razão aos donos de academia, aos profissionais, aos DJs, bandas, clubes e promotores de evento, pois não está havendo uma resposta. Já falei aqui, em junho deste ano, que a política de divulgação da Dança de Salão tinha que sofrer um amadurecimento imediato; uma renovação de conceitos, "sair da bolha", eu disse na época, para conquistar. O que  está na "bolha" já foi conquistado... É fácil de entender.

Edição de Relançamento
A Dança de Salão estava perdendo sua essência... Mas temos que nos vangloriar da atitude de alguns profissionais que se unem, saem da zona de conforto e buscam espalhar a dança a dois, incentivando os bailes... produzindo uma perspectiva de eternização dessa arte saudável e prazerosa.
A Dança de Salão não vive só de profissionais de dança, essa é uma realidade. Se não houver o público frequentador de baile a dança de salão acaba. Simples assim.
E o jornal Dance News, primeiro veículo dirigido à Dança de Salão, no Rio de Janeiro, despertou o desejo de colaborar para a eternização  da arte que o fez nascer, de outra forma: saindo também da zona de conforto de entregar jornal somente em bailes e em escolas de dança, para tentar buscar fora da "bolha", pessoas comuns, ávidas por uma qualidade de vida melhor que a dança a dois pode proporcionar.
Essa é a proposta do jornal Dance News nesta nova fase, com o total consentimento e apoio do seu fundador e presidente Wanyr Almeida.
Para tanto, estamos colocando matérias diversificadas em nossas páginas, falando de moda, psicologia, nutrição, direito do consumidor, balet, zumba e, lógico, sobre a dança de salão. Tudo isso para atrair público para as escolas de dança especializadas e para os bailes do Rio.
Nas próximas edições daremos destaque aos acontecimentos de Zouk, Salsa e Tango, Forró e outras que também merecem total apoio e divulgação. Todas fazem parte da dança a dois.


Logicamente não faremos isso sozinhos. Precisamos da colaboração de profissionais de todas as áreas que envolvem a dança para que, através de suas divulgações, nos ajudem a colocar 10 mil exemplares nas ruas, nas casas, em condomínios, prédios comerciais, lojas, clínicas, etc. Temos um plano de distribuição inédito neste segmento, que batizamos de "próximo foco". É assim: Temos a rota base (escolas de dança, eventos dançantes, anunciantes) e uma determinada região. Na próxima edição, na capa, haverá uma chamada dizendo, por exemplo: "Próximo Foco": Catete, Flamengo e Botafogo. O anunciante saberá que na próxima edição 80% da tiragem será distribuída naquela região. E assim por diante: Ilha do Governador; Bangu e Senador Camará; Ramos, Bonsucesso e Olaria, Jacarepaguá, Barra e por aí a fora.
O que o anunciante precisa entender é que nenhum veículo VENDE o seu produto ou serviço. O veículo DIVULGA e FIXA a sua marca, produto ou serviço. O que VENDE mesmo é a qualidade do que você oferece, dentro de um veículo interessante, com textos e layouts convidativos e uma distribuição que favoreça o seu negócio.
Lembre-se: a função da publicidade é SEDUZIR e não VENDER.

Portanto, queridos amigos, profissionais de dança, DJs, líderes de bandas, organizadores de bailes e demais envolvidos nesse universo, vamos nos unir nessa empreitada, de sucesso e de valorização da dança de salão em todos os seus ritmos. Esse é o nosso compromisso.

Curtam as páginas Jornal Dance News (@dnjornal) e Só Salão (@tudodedancaadois) no Facebook;  e o grupo "Só Dança - Divulgação", também no Facebook. Em breve o site do jornal estará no ar e será também uma ferramenta de divulgação para quem anunciar no veículo impresso.
Contatos pelo e-mail: dancenews.com@gmail.com. Forte abraço a todos.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A Bronca dos Cavalheiros de Aluguel

A minha postagem de 22 de junho último, sob o título "O Futuro da Dança e Salão",  rendeu algumas broncas "in box" na minha página do face e no meu messenger. Da mesma forma, algumas curtidas e, para meu espanto, adesões... Já li, inclusive, coisas bem parecidas com o que coloquei. Isso me alegra.
As broncas vieram de alguns dançarinos de aluguel, revoltados quando escrevi:
"Os bailes, poucos que restam, sobrevivendo bravamente à tempestade de péssimos dançarinos, de cavalheiros de aluguel despreparados e 'insossos"".
Quem me conhece sabe que não generalizo. Quando citei cavalheiros de aluguel despreparados e insossos eu estava falando de um bando de despreparados e insossos que pegam a dama, que está pagando por ficha ou por baile, e não a conduz com o mínimo de consideração, de respeito, de amor à arte de dançar. Mas, também, eles não são artistas... São uns sanguessugas.
Foto ilustrativa
E vou dar umas dicas para vocês que se sentiram ofendidos: Olhem para a sua dama, sorriam para sua dama, conduzam a sua dama com alegria. Esqueçam a dama ao lado ou aquela que ficou sentada. Chegará a vez dela, mas agora, nessa música, você tem uma dama à sua frente. Tá difícil de entender? Dancem ao invés de caminhar como um robô cuja bateria está fraca. Vocês fazem o baile ficar feio e entristece a dama que se produz e paga para ser um pouco mais feliz fazendo o que gosta. A maioria da bronca veio de caras que só faltam ter na testa uma faixa enorme onde está escrito: "Sou cavalheiro de aluguel, mas não danço bem". Ora, ao invés de se aborrecer em ouvir verdades, deveria voltar para uma escola de dança (se é que algum dia frequentou uma). Elegância, que é uma das características da dança a dois passou longe desses caras.
Foto ilustrativa
Hoje, dia 05 de outubro, fui a um almoço dançante da Terceira Idade e notei que na pista havia mais de dez dançarinos de aluguel, muitos eram bem jovens, e consegui ver técnica, alegria e respeito na condução deles. Dois deixaram a desejar, mas os outros fizeram a diferença. Já foi bom em relação a um baile que fui há dois meses, onde estava difícil de ver... Deus me livre...
Existem equipes de dançarinos de aluguel e seus organizadores (ou líderes) precisam estar atentos a essa questão. Esse papo de que pode dançar de qualquer jeito não está com nada e pode "falir" o seu negócio. Tem dama reclamando e caçando bailes pela cidade onde sejam tratadas e conduzidas como merecem.
Nunca fui a favor do cavalheiro de aluguel, mas diante das circunstâncias hoje considero um mal necessário para que a dança de salão sobreviva. Mas se o cara quer viver disso, que tenha pelo menos a dignidade de fazer seu trabalho bem feito.
Mas, legal mesmo foi o abraço que recebi de outros dançarinos de aluguel que levam seu trabalho à sério e gostam realmente do que fazem. Sem contar com a carinho de dezenas de damas que se manifestaram. Teve uma que disse: "Querido, se continuar assim, daqui a pouco teremos que dançar mulher com mulher".

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

E Por Falar em Dançar...

João Medeiros e Nilson Simpatia
Bom demais... É assim que defino a estreia do baile que passa a acontecer todas as primeiras quartas-feiras no Espaço Colúmbia, em Vila Valqueire. 
Pista ampla, ambiante agradável, pessoas sorridentes e dançantes, como não poderia deixar de ser.
Com o pé direito, JOÃO MEDEIROS deu início a esse novo empreendimento ao lado do proprietário da casa, NILSON SIMPATIA. Desnecessário dizer que João é um anfitrião de primeira.

João com o Dj Dudu
Aos poucos o público foi chegando, assim como os amigos que, ao som do DJ DUDU aguardavam, dançando, a entrada da Banda Milênio, que comandou o encontro com muita música gostosa. 
O evento teve início às 18 horas e  transcorreu até o final com muita animação. Duas novidades na programação: como quarta-feira também é dia  de futebol, uma TV foi disponibilizada para os fanáticos torcedores que puderam acompanhar o jogo. Outra novidade é que além dos  petiscos que encontramos nos bailes, a casa oferece um serviço de buffet self-service bem variado. 



terça-feira, 25 de julho de 2017

João Medeiros... again!


Meu grande amigo, dançarino, professor de Dança de Salão e promoter JOÃO MEDEIROS está reativando parcerias e começa a agitar bailes para a galera que realmente gosta de dançar juntinho. Dia 2 de agosto próximo vindouro, ao lado de Nilson Simpatia, João estará realizando, no Espaço Colúmbia (Vila Valqueire), o primeiro de uma série de bailes que acontecerão toda 1ª quarta-feira do mês, com início às 18 horas. Na estréia, a Banda Milênio foi a escolhida para ditar o ritmo. Na estreia estarei prestigiando esse evento e espero que você, se puder, faça o mesmo. Antecipado: R$ 12,00, com direito a um copo personalizado.


Já no dia 09 de setembro, desta vez em parceria com Paulinho Careca, JOÃO MEDEIROS comanda o baile em homenagem à cantora Rose Barcelos, na Casa Elandre (Madureira). A Banda Milênio também será responsável pela animação do baile. Antecipado R$ 10,00 e Mesa também R$10,00.

O novo é bom; o novo sempre vem e é bem-vindo, mas não podemos deixar que o baile tradicional de dança de salão perca seus espaço, porque a essência da dança a dois, toda magia e envolvimento tem fundamento nesses encontros dançantes.
Que mais movimentos dessa natureza surjam e se firmem, para que a Dança de Salão cumpra seu papel de socialização, entretenimento, prazer e alegria.
Então, até dia 2, no Espaço Colúmbia. Forte abraço.
Jorge Lyno e João Medeiros

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Dia do Dançarino de Dança de Salão

21 de julho foi a data escolhida para comemorar o Dia do Dançarino de Dança de Salão. Alguns sabem, outros não, que a data faz parte do calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro. Então, como jornalista também serve para registrar a história, vou contar como tudo aconteceu, porque muitos blogs e sites registram as datas, mas não dão detalhes, certamente por desconhecerem.
 
Para isso, vamos voltar ao ano de  1999, quando o jornalista Wanyr Almeida, fundador do jornal Dance News e um amante da dança de salão, conversando com seu amigo e então deputado estadual Ernani Boldrim, sugeriu que fosse criada a Semana da Dança de Salão no Estado do Rio de Janeiro, apresentando um projeto elaborado por ele e  redigido pelo também jornalista e assessor parlamentar Manoel Reis. O Projeto de Lei foi aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados, transformando-se na Lei 3.440, sancionada em 11 de julho de 2000, pelo governador Anthony Garotinho, com o seguinte teor: 


Deputado Ernani Boldrin
Art. 1º Fica instituído no calendário oficial de eventos do Estado do Rio de Janeiro a SEMANA DA DANÇA DE SALÃO, a ser realizada na última semana do mês de novembro.

O artigo 2º da lei, entretanto, não vemos ser cumprido. Diz assim:

Art. 2º O Poder Executivo do Estado, a Secretaria de Cultura e a Secretaria de Ação Social e Esporte e Lazer, ficam encarregados de criar o programa relativo ao evento, utilizando para esse fim, clubes, praças públicas, escolas da rede pública, podendo ainda se utilizar de locais e instituições públicas ou privadas.

Wanyr ganhou prestígio e a Dança de Salão do Rio, uma semana oficial de comemoração.
Vale lembrar que a APDS, tendo o professor Jaime José na presidência, na época,  foi a primeira instituição a organizar um evento comemorando a semana.

Já por volta de julho ou agosto de 2002, quando eu editava o Dance News, apadrinhado pelo jornalista Eli Peixoto, (hoje All Dance), de braços dados com o Wanyr caminhei pelos corredores da Câmara Municipal a procura de algum vereador que recebesse a sugestão do Wanyr em criar o Dia do Dançarino de Dança de Salão, no nosso município. Acho que o gabinete do Sebastião Ferraz foi o terceiro que entramos e logo fomos direcionados para a assessora Darc, que prestou atenção, gostou da proposta e imediatamente nos conduziu à sala do vereador. Eu mesmo ajudei a compor o projeto de lei (fui Oficial de Gabinete da CMRJ  em meados dos anos 80) que virou a Lei 3.500, em janeiro de 2003, de autoria do vereador Sebastião Ferraz, assinada pelo então prefeito Cesar Maia, com este teor:


Vereador Sebastião Ferraz
Art.1 - Fica instituído o Dia do Dançarino de Dança de Salão, que será comemorado, anualmente, em 21 de julho.

Art.2 - O Poder Executivo adotará as providências necessárias para inclusão do Dia do Dançarino de Dança de Salão no Calendário Oficial do Município, bem como para a realização de eventos sócio-culturais alusivos à data.

Lembro-me bem de ter participado de alguns eventos em praça pública promovidos pelo ex-vereador, assim como o apoio que ele deu a alguns eventos dançantes com a presença da eterna grande dama Maria Antonietta, do embaixador da Dança de Salão Carlinhos de Jesus e outros tão notáveis. 


Wanyr Almeida
É claro que o Dance News trabalhou para as duas reeleições seguintes do vereador Ferraz, mas com o tempo os bailes comemorativos deixaram de acontecer e, na última eleição municipal, ele não conseguiu se reeleger, após nove legislaturas. Fato interessante é que numa dessas campanhas, com o jornal atravessando uma fase ruim, precisava de R$ 200,00  (isso mesmo: duzentos reais) para completar o custo da gráfica. O Wanyr recorreu ao vereador Ferraz que deu uma canseira de dias no jornalista apavorado para colocar o jornal na rua, mas enfim cedeu e liberou a verba.


A Dança de Salão tem várias histórias fora das coxias ou das pistas de dança. E nós que nos propusemos a falar dessa arte temos que registrá-la e mantê-la viva, como faz Marco Antonio Perna, Luis Florião, Edézio Paz, Milton Saldanha (SP) e outros. Não é preciso reescrever a história, mas contá-la com a maior riqueza de detalhes possíveis, registrados em documentos e em nossa memória.  Feliz Dia dos Dançarinos de Dança de Salão a todos que de forma direta e indireta proporcionam o enriquecimento e a preservação dessa arte.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

O Futuro da Dança de Salão

A poucos passos de voltar a escrever sobre a Dança de Salão em veículos dirigidos para esse segmento, faço uma pequena comparação do que vi, ouvi e escrevi há 15 anos sobre o futuro da dança de salão e a realidade que tenho acompanhado nesse período. Tinha, naquela época, profissionais que se dedicavam tanto em formar dançarinos quanto em trabalhar para a organização da classe. Profissionais da dança, promotores de evento, jornalistas da mídia especializada... Todos preocupados em arrumar a casa. Alguma coisa não deu certo. Muita coisa não deu certo. Faltou empenho de pessoas que se preocuparam única e exclusivamente com seu topete; em quanto estava faturando com sua academia lotada. Não pensaram no futuro da dança de salão e nas consequências de suas omissões.
Poderia nominar aqui dançarinos e dançarinas, donos de academia que se preocuparam com a didática, em formar novos profissionais, mas também em en-si-nar pessoas comuns a dançar, para frequentarem bailes, se divertirem, serem felizes.
Onde estão os bailes de dança de salão? Como estão esses bailes?
Num passado bem próximo, as academias só faziam bailes no final do ano a título de confraternização, ou no aniversário do seu titular.. Hoje, até por uma questão de sobrevivência, fazem bailes semanais, bingos e almoços dançantes. Se tivessem alunos suficientes, que ocupassem a carga horária disponível, não estariam promovendo bailinhos para custear seus compromissos. Investiram no iniciante?
Tínhamos veículos dirigidos ao público dançante; mais da metade sucumbiu...Não foi só porque a maioria das academias não anunciava,  mas também por culpa dos próprios veículos que não entendiam que não adianta apresentar anúncio de academia em baile, ou para alunos de outras academias. É preciso buscar o público que está fora da esfera, para que se sinta motivado a praticar depois de ler matérias e reportagens sobre esse universo fascinante. Lógico que as poucas academias  que anunciavam, aos poucos iam deixando de anunciar porque não viam retorno e aluno era uma mercadoria  cada vez mais rara. Mas... investiam no iniciante?
Surgiram os aproveitadores de situações. Gente que vive do deslize alheio. E a dança de salão deslizava fora do compasso, na pista comercial. Ainda é assim, pelo que vejo.
Os bailes, poucos que restam, sobrevivendo bravamente à tempestade de péssimos dançarinos, de cavalheiros de aluguel despreparados e "insossos", de aprendizes que acham que um baile de dança a dois é a mesma coisa que estar participando da "Dança dos Famosos" ou do "Dancing Brasil". Não aprenderam a dançar direito e muito menos diferenciar baile de show.
No início, a "Dança dos Famosos" contribuiu um pouco para que pessoas procurassem as escolas de dança, mas com o tempo entendemos que os que procuravam queriam fazer exatamente o que viam, queriam ser artistas da dança... Mas o público que queria a dança como lazer, para frequentar bailes e ser feliz não se espalhava nos aéreos e rodopios que os casais famosos apresentavam e não se arriscavam sequer a ir saber como a coisa funciona. O Dancing Brasil, no meu entender, em nada colabora para estimular quem quer praticar a dança de salão de forma recreativa. Então, que futuro tem a dança de salão no Brasil? Sinceramente, não sei.
Há uma semana mais ou menos enviei um e-mail pelo site do Sindicato dos Profissionais de Dança do Rio de Janeiro para saber quais os critérios para avaliar e determinar que um profissional esteja apto a ministrar aulas de dança de salão. Até agora não obtive reposta. Enquanto isso leio no facebook dezenas de pessoas reclamando da falta de critério; da invasão de dançarinos sem experiência "dando" aulas e tirando (os poucos) alunos das academias. Dezenas de "professores" se apresentam automaticamente depois de 2 ou 3 meses de frequência numa academia.  É outro problema. A dança de salão não tem uma instituição que a represente legitimamente. Tentou-se no passado, lembro-me bem do Luis Florião tentando juntar gente comprometida na Andanças, mas que fim levou?

Se não vejo a dança de salão com um futuro promissor como instituição organizada, que continue sendo uma grande festa, como sempre foi.

Será que todos os profissionais que levam a coisa a sério terão que fazer como o Adílio, Porto, o Alex de Carvalho e outros poucos que se mandaram? Caíram fora e foram ser felizes no exterior, onde seus profissionalismos são reconhecidos? Onde seus anos de dedicação à arte são valorizados? Onde há organização, há progresso. Onde há união, existe a possibilidade de dias melhores para todos. Existe um sindicato e uma associação, não existe? Então, que essas instituições – sem fins lucrativos – se preocupem tanto com a classe e sua organização quanto a cobrança de mensalidade ou anuidade. Precisam fazer coisas plausíveis que justifiquem...

 Eu, de minha parte, assim como tantos que acreditam no poder da dança a dois, a partir do momento que for levada a sério e deixar de ser usada banalmente, prometo dar meu apoio e colaborar para que a difusão  dessa arte ultrapasse as portas de academias e clubes, visando retorno humano, de pessoas interessadas em aprender a dançar  recreativamente, pois de professores e “professores”, já temos uma lista imensa.