Mais uma vez, o professor, estudioso e pesquisador de dança Cezar "Chapeuzinho" Duarte se manifesta através do nosso blog, comentando experiências e provocando interrogações quanto aos movimentos da dança a dois. Você também pode participar, enviando seu artigo para: dancenews.com@gmail.com, ou discordar ou acrescentar comentários nesta matéria, no formulário abaixo. Fique à vontade.
"BOLANGO" X "TANLERO" X TANGO.
- Chapéu, você dança Tango?
- Sim, danço.
- Então, por que nunca te vi dançar?
- Porquê não danço com qualquer um...
- Metido!
- Metido não! Colocado!
- Como assim?
- Vou explicar:
- Sempre
digo que o Tango, é o "Paraguai" das danças do Rio de Janeiro – visto
que vamos lá, e "importamos passos" do mesmo, falsificando/falseteando-os
para outros estilos de dança. Como Samba, Bolero e até mesmo, pasmem, Kizomba e
Zouk. Pois, por ser a "dança das Infinitas possibilidades", o Tango,
junto ao Ballet e Foxtrote, virou quase o "babaçu" (de onde mais de
300 subprodutos são extraídos) das danças cariocas.
Mas como
todo simulacro, a falsificação sempre aparece...
E o Tango
mesmo... segue "engessado".
- Como assim?
- Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que o Tango, aqui,
quando não se erra na caminhada, se erra na postura; peso excessivo (pensam que
a dama tem de muletar o cavalheiro pra caminhar) ou na métrica de
execução (sobretudo, no discrepar temporal entre gêneros).
Pouquíssimos(as)
são os tangueiros que não o fazem. E no Tango, se você não consegue caminhar com
leveza, e ter domínio postural, classe e tempo corretamente relativo entre
pares, correrás o sério risco de dançar um "Tanlero" (Tango com desenho
métrico de Bolero), ou um "Bolango" (Bolero mesclado com passos de Tango).
Isso com uma dama executando um "La Pisa" (inclinação LEVE da
"linha de cernelha" de dama – que aqui CISMARAM que têm de ser com
pesagem MÁXIMA, "INTEGRAL" e "INTEGRANTE"), de
"entortar o lumbago" do Chuck Norris 👊, e "atacar o
ciático" do Schwarzenegger...
(Isso, só pra começar a "película").
- Por quê?
- Muita "imersão", e pouca "conceituação".
Lúdico substituindo o plausível, "atrelando" conceitos que não apenas
"brigam entre si", mas lutam com a idéia"fanal" e "final"
da dança. Atrasando e viciando o(a) aluno(a), em seu aprendizado. Talvez pelo
temor do simples fato de que, "entendendo" a dança, ele de repente
"pegue de olho" os movimentos, e com isso, hipoteticamente,
"evada-se da academia. Sempre dependendo do "próximo
movimento/sequência a ser ensinado(a).
Mas na verdade, sem, de fato, "evoluir". Sobretudo
no que diz respeito ao "raciocínio conceitual" daquilo que executa
enquanto dança...
E o "conceitual", dista-se do "usual",
muitas vezes, pelo intermédio do "frugal", e do "nominal".
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| Cezar Chapeuzinho |
Prova, é a "Teoría de Los Cuadrantes De Espaldas",
a qual nunca presenciei numa aula de tango tupiniquim. E que ajuda, e otimiza,
TREMENDAMENTE o entendimento entre pares. (E é "matéria de prova",
valendo "nota", rs). Isso sem citar o braço esquerdo da dama posto em
caráter "arbóreo" (não sei porquê, se o "somatório
indutivo", que resulta nos movimentos, têm seus "pontos de
inserção/reconhecimento" no CORPO da dama). E o, senão
"marchar", "arrastar" dos pés pelas damas (a maioria, já
devidamente "viciadas" na "Doutrina" dos 4 "S"- Ou traduzindo: Sequeladas
Sequências que Subtraem a Sapiência. Olhando aqueles que não partilham de sua
"decoreba a la Drywall", com cara de "Cuchifai" (Isso,
muitas vezes, enquanto te "descangota" em una gran "salsa de
meteduras y marimbas").
- Duele!
- E como "duele"!
Não apenas
pelo fato de "engessar", do tango, suas "infinitas
possibilidades" (não de "usurpações", mas de
"variações"), mas também pelo fato de eu já ter me machucado (e
feio!), dançando com uma "esquifusa",
que TORCEU minha COLUNA tão feio, ao jogar o "peso"
(desnecessário) no ponto errado, que
fiquei com as pernas "dormentes", do "ponto de torção" pra
baixo...
E por isso,
"Bailongo", solo con "grelas" de mis "canchas" y
"sabiolas".
No lo quiero "Escatar", por un
"Berretín".
Hasta! 😉
(Cezar D.B.Jr.)