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| Rachel Mesquita |
"Lendo hoje a revista Época(10/04/16) me deparei com a entrevista de Montserrat del Pozo. A forte e incisiva crítica que ela faz a estabilidade de professores ( que acreditam tudo saber sem investimentos à necessidade de uma formação contínua) que assumem esta posição é segundo ela, um grande desrespeito ao desenvolvimento de seus alunos. Para ela, professores que não mudam suas rígidas posturas ( mesmo que sedutoras e/ou produtivas) precisariam ser demitidos dos lugares onde ensinam. Estabelecendo uma relação paralela com a dança de salão quando ensinada de forma sistematizada poderemos , a partir do raciocínio da autora entendermos a permanente necessidade de investirmos em nossa formação buscando na diversidade de informações ,inclusive as construídas no universo acadêmico, diferentes caminhos a seguir. A dinâmica diária dos acontecimentos relacionados ao aprender e ao ensinar passam por descobertas sem podermos negar as questões políticas, didáticas, pedagógicas, andragógicas, metodológicas dentre outros alcances.Também construímos com nossas experiências , muitos e importantes saberes. Acreditarmos que apenas nossa forma de dar aulas é o suficiente para ensinarmos a dançar. descaracteriza substancialmente nossa condição de professores.A nossa arrogância em gritarmos aos quatro cantos que nossos métodos de ensino são os melhores cria em torno de nós mesmo, descréditos. Permeia hoje nos estudos de uma educação mais progressistas( em suas diferentes ramificações) a fundamental necessidade de uma formação mais crítica e participativa do alunos. Montesserat (2016) afirma que o professor deveria sair de seu pedestal, da sua zona de conforto e ter para com ele mesmo a mesma postura que exige de seus alunos:disponibilidade para o aprender.
Para tanto o professor deveria realmente pensar em seu aluno e desta forma, estudar mais. Os aprendizados não acontecem somente no meio acadêmico, há saberes populares importantíssimos.A possibilidade de transitarmos nestes dois universos certamente favorecerá em muito a ampliação de nossos conhecimentos.Importante estarmos alertados para esta situação. Minha mãe com sua sabedoria popular já me dizia: " Ver bem não é ver tudo mas ver o que os outros ainda não viram". Nossos olhares focados (e consequentemente turvos) apenas em uma direção ou em nosso umbigo poderá destruir o crédito que tantos de nossos alunos tem por nós ao nos chamarem de MESTRES."
Mestra Rachel Mesquita

