Aproximando-se mais uma época de eleições, candidatos (ou pré-candidatos), principalmente os que já têm mandatos, caçam votos em todos os segmentos. A dança não foge à regra; principalmente a Dança de Salão, pois o número de praticantes é cada vez maior. Mas o que a política pode fazer pela dança? Não é muita coisa quando nos restringimos aos praticantes. Esses se beneficiam dos projetos comuns a todos os cidadãos. Mas quanto aos profissionais professores, empresários donos de escolas, artistas e demais segmentos que dependem direta ou indiretamente desse setor, a coisa muda de figura. Eu conheço muita gente que já batalhou e ainda batalha pra caramba para que a classe de profissionais e artistas da dança - particularmente da dança a dois - seja reconhecida e valorizada pelas instituições governamentais, com apoios, incentivos e regulamentações que atendam às necessidades desses envolvidos. Posso citar Luis Florião, Jaime José, Edézio Paz e muitos outros.
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| Ernani Boldrim |
Maria Antonietta foi um monstro nessa luta... Wanyr Almeida, então... Muita gente não sabe, mas o Wanyr Almeida foi quem sugeriu ao então deputado estadual Ernani Boldrim que criasse o projeto de lei que instituísse a Semana da Dança de Salão, no Estado do Rio de Janeiro. Boldrim, atendendo à solicitação, criou o projeto que foi transformado na Lei 3440, de 11 de julho de 2000, que criava a Semana (última do mês de novembro) e a incluía no Calendário Oficial de Eventos do Estado do Rio de Janeiro, A não ser por iniciativa de alguns poucos dançarinos, não vemos eventos promovidos pelo Estado no sentido de difundir e incentivar essa prática tão salutar e admiravelmente envolvente. Gastam uma fortuna com bailes funk - bem menos social - e não destinam nenhuma verba para uma arte que socializa, aproxima, encanta e até cura.
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| Sebastião Ferraz |
Já em 2002, entrávamos, eu e o Wanyr com o jornal Dance News de baixo do braço, no gabinete do vereador Sebastião Ferraz e, aproveitando a recepção calorosa daquele gabinete, Wanyr pediu que o vereador elaborasse um projeto de lei que incentivasse a prática da dança a dois, uma das mais eficazes ferramentas de socialização do século. Em 16 de janeiro de 2003 o projeto transformou-se na Lei Municipal 3.500, criando o Dia do Dançarino de Dança de Salão, comemorado em 21 de julho e incluindo a data no Calendário de Eventos do Município do Rio de Janeiro.
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| Dionísio Lins |
Em janeiro de 2010 o deputado estadual Dionísio Lins pegou carona na lei municipal e criou projeto com nome e data de comemoração semelhantes, transformado-a na Lei Estadual 5.645. Dionísio, aliás, promovia, em épocas de eleição, bailes em diferentes bairros da cidade, com entrada 0800, pois sabia que o "retorno" seria garantido. Alguns outros projetos tramitaram nas Câmaras Municipal e Estadual, mas sem muita força. Caíram no esquecimento...
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| Rachel Mesquita e Sebastião Ferraz |
Em 2013 retornei ao gabinete do vereador Sebastião Ferraz solicitando a concessão do título de cidadã carioca à grande mestra Rachel Mesquita, pelo reconhecimento de sua indubitável colaboração na formação de profissionais de dança e por sua importante participação em projetos sociais e culturais na cidade. Mais uma vez a receptividade se manifestou e em 2014 o plenário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro foi palco de uma belíssima homenagem. Segundo a assessoria do vereador e do próprio Cerimonial da casa, além de justa, a homenagem de entrega do título de cidadã carioca à Rachel Mesquita foi uma das mais bonitas já realizadas naquela casa de leis. Vários nomes importantes se fizeram presentes, como Soca, da Mangueira; Marcelo Grangeiro, vencedor da última edição da Dança dos Famosos; integrantes da Mangueira do Amanhã; o grande mestre e artista Álvaro Reys e o nosso Embaixador da Dança de Salão, Carlinhos de Jesus, entre outros. Alunos da mestra também prestigiaram o evento.

Também em 2014, tive a felicidade de criar e dirigir o evento de dança de salão chamado "A Ilha Agradece". Apesar de alguns problemas que tive que enfrentar com uma das pessoas envolvidas, o evento correspondeu à expectativa e me trouxe a possibilidade de conhecer os excelentes profissionais de dança daquele espetacular bairro carioca e pesar o prestígio do encontro que recebeu nomes de peso como Marquinhos Copacabana e Jaime Arôxa, entre outras feras. E foi na confecção desse evento que conheci uma mulher muito ligada aos assuntos culturais, ecológicos e sociais da Ilha do Governador. Seu nome é Adelaide Pontual, que além de ter sido a mestre de cerimônia do evento, foi o braço de direito na organização do mesmo.
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| Adelaide, pré-candidata à vereadora: de olho na Dança de Salão |
Hoje, dois anos depois, eu morando em Brasília, mas 100% ligado no meu Rio, recebo a confirmação da candidatura de Adelaide Pontual ao cargo de vereadora. Reacende em mim a vontade de vasculhar meus baús e achar projetos relacionados à cultura da dança de salão; me reunir com pessoas (verdadeiramente) engajadas nessas lutas citadas acima e invadir o gabinete da Adelaide, caso minha premonição se concretize.
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| Adelaide num Soltinho |
Já falei com ela sobre esse desejo e ela disse que as portas estarão escancaradas para esse povo dançante do qual ela faz parte e ama de coração. E eu gostaria que você, profissional, professor, artista, empresário da dança de salão, guardasse o nome de Adelaide Pontual na sua cabeça e o transformasse em opção de voto, caso ainda não tenha seu candidato. Acredito que está na hora de termos candidatos que invistam com entusiasmo na cultura da Dança de Salão. E peço que guardem esta página para lembrar que temos um compromisso. Não é uma promessa da pré-candidata Adelaide Pontual, mas o compromisso firmado entre eu, Márcio Leoni - jornalista, criador, redator e editor de veículos dirigidos ao público dançante; um cidadão comum que ama a dança de salão - e você, profissional e artista da dança de salão carioca. E se firmo esse compromisso é porque acredito na palavra e nas intenções de Adelaide Pontual, minha vereadora em 2016. Tenho certeza que coisas boas estão por vir. Vamos nos permitir.