COREOGRAFANDO A DANÇA
quinta-feira, 7 de setembro de 2023
Bastidores da Dança de Salão - Parte I - Eli Peixoto
Comecei a escrever sobre danças por causa de um até então microempresário carioca, que era praticante da dança a dois e que num desses bailes cariocas pegou um exemplar do jornal Dance News na mesa e levou pra casa. Visionário, o empresário viu um potencial naquela publicação, mas que podia e deveria ser melhorada. A marca era muito boa: "Dance News", soava bem, mas o conteúdo era "ingênuo", pobre para o nome que ostentava. Então, o dançarino-empresário convocou o dono do jornal, Wanyr Almeida para uma reunião, juntamente com seu amigo e diretor de Arte, Ronaldo Moreira. A ideia era melhorar o jornal e o empresário daria o suporte financeiro para isso. Mas não era só o layout que precisa de mudanças... e o diretor de arte nunca havia "feito" um jornal, sua área era criação de arte, publicidade, enfim. O empresário, então, lembrou de uma figura que já havia trabalhado com ele e que "se dizia jornalista". Era eu. E me chamou. Fui ao seu escritório sem saber o motivo do convite e, quando cheguei, na recepção estava um senhor aguardando e ao seu lado uns exemplares do Dance News. Instintivamente peguei um exemplar e logo de cara desaprovei a publicação. Devo ter demonstrado facialmente o desagrado e o senhor me perguntou: não gostou? Respondi: É uma porcaria! O senhor humildemente respondeu: é o meu jornal. Fiquei um pouco embaraçado, mas logo fomos chamados à presença do empresário e do Ronaldo Moreira, que eu também não conhecia. O empresário era ELI PEIXOTO e ele me perguntou se tinha como melhorar aquela publicação. Respondi que eu precisava de um bom diagramador e só. Eu mesmo redigiria, revisaria e editaria o jornal. Wanyr seria o responsáveL pela captação de anúncios e matérias. Comecei a dar as dicas para o Ronaldo de como fazer um jornal e o Eli arrumou um espaço para trabalharmos lá mesmo no seu escritório de Marcas & Patentes.
Assim, Eli Peixoto dava um passo importante na divulgação de dança de salão no Rio, onde haviam outros veículos, mas sem muita expressão. A qualidade visual e textual garantiu grandes publicações e um alvoroço nos salões e academias. Todo mundo queria estar no melhor veículo de divulgação de dança a dois.
Diante do sucesso, Eli Peixoto considerou que podia ir além. E resolveu que criaríamos uma revista, colorida, em papel couchê. Ele investiria firme na Infok - A Revista da Dabça. que vinha com uma novidade, pois inseri danças típicas e clássica nas pautas.Eli Peixoto me dava toda liberdade para produzir as matérias e o Ronaldo estava cada vez mais expert e um gênio na diagramação. Posteriormente, com as saídas do Ronaldo e minha, a revista passou a se chamar All Dance, com Eli Peixoto e a dançarina Lucia Louzada no comando.
Mas Eli Peixoto não parou só po aí. Na sua caminhada pela dança, ajudou muita gente. Quando viu a situação do Planeta Tango, na sede na Praça XV. dirigida por Dom Jorge Paulo Mesquita, a ele se associou e deu uma nova roupagem à casa, com diversas alterações estruturais e de limpeza, literalmente. Assim também aconteceu no Catete, na academia do Jimmy de Oliveira, que depois de uma reforma física e funcional, passou a receber um grande público e personalidades como a primeira grande dama da Dança de Salão brasileira, Maria Antonietta. Eli Peixoto deixa sua assinatura na Dança de Salão brasileira, pois suas publicações atingiam as mais impoortantes capitais do país. Com certeza,carrega o reconhecimento de todos que tiveram suas imagens e serviços disponibilizados nos veículos em que foi patrono.
terça-feira, 24 de setembro de 2019
Bolero Brasileiro - Edição Brasília
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| Michel Gomes e João Carlos Corrêa |
Ministraram as aulas, os professores: Alexandre Cardoso (SP); Cleber Guimarães (RJ); Flávio Marques e Yasmin Zangrando (RJ); Alex Amorim e Islânia Lopes (CE); Jefferson Thomás e Faby Mendes (RJ) e mestre Osvaldo Florêncio, com participação especial de Tatiana Coelho (RJ).
Cerca de 150 alunos estiveram presentes nesse workshop, que apresentou uma equipe de professores ousados, divertidos, expressivos, interativos e, acima de tudo, extremamente profissionais, com domínio total da matéria. Só a apresentação desses profissionais já valeria o custo das aulas. Simplesmente precisos, emocionantes e verdadeiros. Impossível apontar um destaque.
Naedly Franco e Paulo Humberto foram presenças notadas no evento.
Michel Gomes, foi cirúrgico na escolha desses profissionais; João Carlos Corrêa fez a aposta certa, mais uma vez, em nome da Arte e da Cultura. O workshop aconteceu na 609/610 Sul, no edifício do Sindilegis, e à noite teve um baile para celebrar o encontro.
Que venham outros eventos com a mesma dinâmica e organização. Brasília precisa desse impacto, como incentivo à prática salutar e prazerosa da Dança de Salão.
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| Alexandre Cardoso |
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| Cleber Guimarães |
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| Jefferson Thomás |
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| Arthur Leoni* com Faby Mendes |
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| Alex Amorim e Islânia Lopes com Arthur Leoni |
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| Mestre Osvaldo e Arthur Leoni |
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| Alexandre Cardoso e Flávio Marques com Arthur Leoni |
* Arthur Leoni é filho deste blogueiro e fez alguns registros do evento em seu celular.
quinta-feira, 19 de setembro de 2019
BOLANGO x TANLERO x TANGO.
Mais uma vez, o professor, estudioso e pesquisador de dança Cezar "Chapeuzinho" Duarte se manifesta através do nosso blog, comentando experiências e provocando interrogações quanto aos movimentos da dança a dois. Você também pode participar, enviando seu artigo para: dancenews.com@gmail.com, ou discordar ou acrescentar comentários nesta matéria, no formulário abaixo. Fique à vontade.
- Chapéu, você dança Tango?
- Sim, danço.
- Então, por que nunca te vi dançar?
- Porquê não danço com qualquer um...
- Metido!
- Metido não! Colocado!
- Como assim?
- Vou explicar:
- Sempre
digo que o Tango, é o "Paraguai" das danças do Rio de Janeiro – visto
que vamos lá, e "importamos passos" do mesmo, falsificando/falseteando-os
para outros estilos de dança. Como Samba, Bolero e até mesmo, pasmem, Kizomba e
Zouk. Pois, por ser a "dança das Infinitas possibilidades", o Tango,
junto ao Ballet e Foxtrote, virou quase o "babaçu" (de onde mais de
300 subprodutos são extraídos) das danças cariocas.
Mas como
todo simulacro, a falsificação sempre aparece...
E o Tango
mesmo... segue "engessado".
- Como assim?
- Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que o Tango, aqui,
quando não se erra na caminhada, se erra na postura; peso excessivo (pensam que
a dama tem de muletar o cavalheiro pra caminhar) ou na métrica de
execução (sobretudo, no discrepar temporal entre gêneros).
Pouquíssimos(as)
são os tangueiros que não o fazem. E no Tango, se você não consegue caminhar com
leveza, e ter domínio postural, classe e tempo corretamente relativo entre
pares, correrás o sério risco de dançar um "Tanlero" (Tango com desenho
métrico de Bolero), ou um "Bolango" (Bolero mesclado com passos de Tango).
Isso com uma dama executando um "La Pisa" (inclinação LEVE da
"linha de cernelha" de dama – que aqui CISMARAM que têm de ser com
pesagem MÁXIMA, "INTEGRAL" e "INTEGRANTE"), de
"entortar o lumbago" do Chuck Norris 👊, e "atacar o
ciático" do Schwarzenegger...
(Isso, só pra começar a "película").
- Por quê?
- Muita "imersão", e pouca "conceituação".
Lúdico substituindo o plausível, "atrelando" conceitos que não apenas
"brigam entre si", mas lutam com a idéia"fanal" e "final"
da dança. Atrasando e viciando o(a) aluno(a), em seu aprendizado. Talvez pelo
temor do simples fato de que, "entendendo" a dança, ele de repente
"pegue de olho" os movimentos, e com isso, hipoteticamente,
"evada-se da academia. Sempre dependendo do "próximo
movimento/sequência a ser ensinado(a).
Mas na verdade, sem, de fato, "evoluir". Sobretudo
no que diz respeito ao "raciocínio conceitual" daquilo que executa
enquanto dança...
E o "conceitual", dista-se do "usual",
muitas vezes, pelo intermédio do "frugal", e do "nominal".
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| Cezar Chapeuzinho |
Prova, é a "Teoría de Los Cuadrantes De Espaldas",
a qual nunca presenciei numa aula de tango tupiniquim. E que ajuda, e otimiza,
TREMENDAMENTE o entendimento entre pares. (E é "matéria de prova",
valendo "nota", rs). Isso sem citar o braço esquerdo da dama posto em
caráter "arbóreo" (não sei porquê, se o "somatório
indutivo", que resulta nos movimentos, têm seus "pontos de
inserção/reconhecimento" no CORPO da dama). E o, senão
"marchar", "arrastar" dos pés pelas damas (a maioria, já
devidamente "viciadas" na "Doutrina" dos 4 "S"- Ou traduzindo: Sequeladas
Sequências que Subtraem a Sapiência. Olhando aqueles que não partilham de sua
"decoreba a la Drywall", com cara de "Cuchifai" (Isso,
muitas vezes, enquanto te "descangota" em una gran "salsa de
meteduras y marimbas").
- Duele!
- E como "duele"!
Não apenas
pelo fato de "engessar", do tango, suas "infinitas
possibilidades" (não de "usurpações", mas de
"variações"), mas também pelo fato de eu já ter me machucado (e
feio!), dançando com uma "esquifusa",
que TORCEU minha COLUNA tão feio, ao jogar o "peso"
(desnecessário) no ponto errado, que
fiquei com as pernas "dormentes", do "ponto de torção" pra
baixo...
E por isso,
"Bailongo", solo con "grelas" de mis "canchas" y
"sabiolas".
No lo quiero "Escatar", por un
"Berretín".
Hasta! 😉
(Cezar D.B.Jr.)
sexta-feira, 24 de maio de 2019
MERCADOLOGIA NA DANÇA DE SALÃO, PELA ÓTICA DE UM PERSONAL DANCER
"MERCADOLOGIA NA DANÇA DE SALÃO"
By: Cezar Duarte "Chapeuzinho" - Um Personal Dancer
Fichas, Personal Dancers,
Cursos de
Professores, Sindicatos e Associações:
Qual a influência no "Tout Du Danse" atual?
Quando em minha segunda entrevista ao programa"Salão
Brasil", na Radio RVC FM, em maio
deste ano, falei sobre Mercadologia, citando os "Personal",
"Staff" e "Coin Dancers", como os menos culpados pela
atual forma "mercadológica" da dança, em matéria não apenas técnica,
mas também como em fornecimento de "ícones/mestres
precoces", que visam sua "venda" em workshops e afins, mais como
um produto de "enformação" do que de "informação" e
"formação", fui acusado, no mínimo, de protecionista e tendencioso.
Ainda mais por tocar em assuntos considerados "tabus", perante o
pensamento de dança atual. Como: "forma de ensino", em relação à
plausibilidade da tríade: conceito/fanal/resultado.
Aqui, me defendo:
Quando disse que o dançarino de ficha/equipe/personal, é o
menor dos fatores mercadológicos nocivos à dança, lógico que ouvi o famoso:
- Ah! Mas por conta deles a dança virou
"comércio".
Não. Não virou.
Virou TRABALHO.
Virou uma forma de se prestar um serviço, visando atender
uma demanda de mercado: a de cavalheiros para DANÇAR.
(E também de levar, honestamente, o digno sustento para
si/sua família através dessa "demanda" de trabalho - visto que as
damas nos pedem cartões - por sermos, além de bons dançarinos, dignos de sua
confiança (confiança/qualidade atestada, muitas vezes por amigas que já nos
contrataram) nada forçoso, exploratório, ou "à
bangu" como o mercado, por vezes vende - embora qualquer
"cesto profissional" tenha "maçãs podres"- até no de quem
"vende" nossa "imagem".
Deixa "morno!
Porquê, por ora, atenho-me ao "dançar".
Um DANÇAR no sentido GERAL da palavra. E não no
"Folclórico".
Como assim?
Simples: Antigamente,
dançava-se REALMENTE com "todo mundo".
Com "todo mundo", que era "conhecido".
Com "todo mundo" que sabia dançar.
Com "todo mundo" que era jovem, bonito, ou
"promissor(a)" às benesses carnais pós dança.
Todo mundo que era da mesma academia/estilo/logradouro de
dança. (Sim! Essa "rivalidade"/ choque estilístico existia - como
ainda existe)
Perceberam o caráter "segregatício" por trás do
folclórico "todo mundo"?
Então..?
Bem, vejo pessoas/associações/ nichos formadores de
influência /opinião dentro da dança, atribuindo aos dançarinos
"pagos", uma "derrocada" da essência dos bailes, que
sinceramente não lhes cabe. Inclusive com enquetes do tipo:
"Você dançarino pago, vai ao baile dançar de
graça?"
Uma triste e subjetiva maneira de criar uma imagem de
proxenetismo aliado à arte. E ao trabalho. E por quê?
- Visto que é, facultado à qualquer artista, subsistir
através de sua arte.
Simples: Mercadologia.
Usurpação de clientela, aliada à opinião pronta e ignorante
do inconsciente coletivo.
Se de um lado temos as academias (não todas, claro), seu
aprendizado lento e de "defumador de prosperidade"(o aluno(a) só
traz dinheiro e funciona da porta pra dentro). Do outro temos os
dançarinos "pagos" que, além de ofertarem às damas, outras
estilísticas em matéria de dança, podem fazê-lo através não somente da prática
em bailes, mas também de aulas particulares, no conforto do lar da cliente - de
forma rápida e exclusiva. E ainda, com alguém de sua inteira confiança. Sem as
egolatrias, escárnios, segregações dos "mais duros(as)", pelos(as)
"mais hábeis", e "afins negativos" dos ambientes das
academias de dança...
Sem falar o "desvencilhar" dos "grandes
nomes", às "únicas fontes" de saber/ensinar da dança.
O quê, naturalmente, removerá a mesma da academia.
E tirará dinheiro dos professores...
E aí, "dá ruim", pra manter a CARÍSSIMA estrutura
comercial de um espaço de dança (Anda em voga, inclusive, fazer o
"seguro" do imóvel, na forma de "baile-beneficio"). Cala-te
boca!
Sendo que, embora "associações" e
"sindicatos", tenham nos dançarinos, seu "ladrilho", não
são estes que os "alicerçam", mas sim, as academias de dança- que por
perderem alunos(as), e também bolsistas, (que descobrem que podem ganhar com
sua dança, mais que apenas "esporro") e, consequentemente,
dinheiro, começam a mover associações, sindicatos, (e opiniões), contra quem
tem na dança, fora das academias, seu meio de vida.
Só não atinam que a dança e consequentemente as
academias/nomes ainda estão "de pé" por conta do NOSSO trabalho.
Por quê?
Simples: academia é local de APRENDIZADO.
Mas é nos CLUBES que a dança ainda é
amostrada/apreciada/conhecida pelos leigos em geral...
E quem "dança" nos clubes, e afins, com qualquer
um(a), independente da habilidade de dança?
Pois é... Nós, os "proxenetas".
Indicando, muitas vezes, para as mesmas, ONDE se aprende...
Ou dando "aulas particulares", caso a pessoa
alegue o famoso: "Ah... Mas eu não tenho tempo de ir à academia.".
O quê, mesmo de forma pífia, contribui para o aumento do
número de praticantes.
E por aí vai nosso "trabalho-greco-mitológico" de
"Atlas" na dança.
Em minha sincera "nota pessoal", o que as
Associações /Sindicatos têm de fazer (e não fazem), é parar de se preocupar com o "dançarino pago", e se preocuparem com o
"mau profissional" admitido/credenciado, nas fileiras da dança! Isso mesmo! Aquele que, simplesmente, por ter
um diploma de Educador Físico e um profissional de enfermagem ao
lado, é apto, por "resoluções politico-mercadológicas", à ministrarem
aulas de dança em projetos GRATUITOS, para a população leiga, sem entenderem
chondas do que ensinam (isso também
aplica-se à muitos "profissionais" que saem dos "cursos
de professores pagou-passou-certificou") tão defendidos/anunciados pelos
senhores em seus "periódicos" e conselhos, sem o mínimo pudor de
estarem contribuindo para o disseminar, no mínimo equivocado da dança em si
como ciência e arte, gerando, nos salões de hoje, como constatamos, (por "professores" e, por conseguinte,
seus "alunos"), o TOTAL DESGARRE da
"óctade": Postura-musicalidade-leveza-fluidez-ronda- noção de
espaço-visão no salão-etiqueta de salão. Logo, que "preocupação" com
o "caminhar" da dança é esse, que nem um "teste
didático/técnico", institui à esses "profissionais", que querem
"adentrar" nosso mundo? Talvez seja porque, se tal ocorrer, a
primeira dispensa, será a de, pelo menos 98% de "corpo institucional/sindical. (cala-te, "Gregório de Mattos"!)
Creio, oxalá, em minha pueril percepção,
que uma aula GRÁTIS, mesmo inepta, contribui muito mais para o falir das
academias , do quê uma COBRADA COMO PARTICULAR - ou seja, por vezes, mais
dispendiosa, em matéria de gastos, ao aprendiz.
Se bem que, ao que me parece, em todos estes mais de 20 anos
de dança, esta para as associações /sindicatos, é mais uma "muleta
política", do que uma "bandeira" em si. Tendo um caráter muito
mais "auto-promotivo" do quê
"altruísta-causal".
Tanto que só serve para que as mesmas pendurem "moções
/cartolinas em suas paredes. Sem nada de PALPÁVEL para os profissionais e
dançarinos em si - como insalubridade (devido ao grande número de horas
consecutivas trabalhadas, mediante gestos e esforços repetitivos e desgaste
osteomuscular), contribuição especial devido à renda flutuante, e até mesmo (e
por quê não?) isenção /aluguel especial para imóveis voltados ao ensino/prática
de dança. Uma vez que somos perpetradores/perpetuadores culturais- visto que
dança é CULTURA.
Por quê apenas igrejas e templos possuem maiores direitos à
isenções?
Doravante, Moções, DRT e DST's, no mundo da dança de hoje, são
praticamente sinônimos . Visto que muitas vezes basta ter apenas "intimo
contato pessoal", para "aquinhoá-los".
(Cala-te boca!)
Mas não, tudo que temos, é apenas desconto em sapatos, e
entradas de baile (ou gratuidade em palestras/workshops DAS PRÓPRIAS instituições). Sobretudo aquelas que têm,
como intuito, levar toda a classe da dança à pensar como eles, adotando um coletivo
"instinto de boiada messiânico", que tem como objetivo maior, não o
bem-estar da dança. Mas talvez o seu "controle" (este, ao que se
amostra, mais "figurativo" e "financeiro", que de
"qualidade").
Financeiro? Mas a taxa não é "anual"?
Sim: É! Multiplique a mesma por 1 milhão, e divida pela
quantidade de meses do ano. Se quiser melhorar o cálculo, some à isso, 3% ao
mês de rendimento desse montante total de 7 dígitos, numa, vamos fantasiar,
"poupança simples"?
E o quê será feito pela dança nesse "interim
arrecadatório"?
Nada. "problemas senados não geram
messias/heróis".
E tampouco cifrões oriundos do messianismo/ heroísmo...
E como "Dinheiro é a força que move o mundo" (e o
imundo), talvez ainda tenhamos
profissionais cuja vida foi dedicada à arte da dança (tanto criativa, como
didática e execucional), dependendo de "lista" pra serem enterrados,
ou de "bolsas de compras", pra se alimentarem, quando as pernas,
crispadas pela velhice, não mais lhes fornecer o sustento (velhice esta, que
muitas vezes chega beeem antes da "etária").
Pois lembrem-se:
"Para os senhores, somos gado. Mas para a vida em si
não somos plantas ou traças, pra nos alimentarmos por fotossíntese e nem com as
cartolinas de suas paredes."
Saiam da vaidade e entrem na "plausibilidade".
(A "dança real" está vos esperando... ansiosamente)
sábado, 9 de março de 2019
Programa Salão Brasil 2019
Sem papas na língua, o mestre Bob Cunha faz uma panorâmica de problemas jogados ao tempo.
Acesse www.redervc.com - quarta, 13/3, 22hs.
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
Dance News Brasília - 2ª edição (on line)
*Solicito aos leitores especial atenção ao Editorial explicativo (pág.2). Clique na página para ampliar. Grato.
terça-feira, 26 de junho de 2018
Dance News Brasília - Edição 1
Lançado no dia 17 de junho de 2018, o primeiro tabloide alternativo sobre Dancas, no Distrito Federal.
O lançamento aconteceu durante a inauguracao da Escola de Dança Michel Gomes, no Setor de Mansões Park Way.
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