terça-feira, 24 de setembro de 2019

Bolero Brasileiro - Edição Brasília

Aconteceu no último dia 22 de setembro, em Brasília, a primeira edição do Workshop Bolero Brasileiro, com a presença de nomes expressivos da Dança de Salão nacional. O evento, que teve o apoio de João Carlos Corrêa, leva a assinatura de Michel Gomes, que a cada ano se destaca como um grande idealizador de eventos dançantes, valorizando a arte e o artista. 
Michel Gomes e João Carlos Corrêa

Ministraram as aulas, os professores: Alexandre Cardoso (SP); Cleber Guimarães (RJ); Flávio Marques e Yasmin Zangrando (RJ); Alex Amorim e Islânia Lopes (CE); Jefferson Thomás e Faby Mendes (RJ) e mestre Osvaldo Florêncio, com participação especial de Tatiana Coelho (RJ).

Cerca de 150 alunos estiveram presentes nesse workshop, que apresentou uma equipe de professores ousados, divertidos, expressivos, interativos e, acima de tudo, extremamente profissionais, com domínio total da matéria. Só a apresentação desses profissionais já valeria o custo das aulas. Simplesmente precisos, emocionantes e verdadeiros. Impossível apontar um destaque. 
Naedly Franco e Paulo Humberto foram presenças notadas no evento.

Michel Gomes, foi cirúrgico na escolha desses profissionais; João Carlos Corrêa fez a aposta certa, mais uma vez, em nome da Arte e da Cultura. O workshop aconteceu na 609/610 Sul, no edifício do Sindilegis, e à noite teve um baile para celebrar o encontro.

Que venham outros eventos com a mesma dinâmica e organização. Brasília precisa desse impacto, como incentivo à prática salutar e prazerosa da Dança de Salão.



Alexandre Cardoso


Cleber Guimarães

Jefferson Thomás

Arthur Leoni* com Faby Mendes
Alex Amorim e Islânia Lopes com Arthur Leoni
Mestre Osvaldo e Arthur Leoni
Alexandre Cardoso e Flávio Marques com Arthur Leoni





* Arthur Leoni é filho deste blogueiro e fez alguns registros do evento em seu celular. 

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

BOLANGO x TANLERO x TANGO.


Mais uma vez, o professor, estudioso e pesquisador de dança Cezar "Chapeuzinho" Duarte se manifesta através do nosso blog, comentando experiências e provocando interrogações quanto aos movimentos da dança a dois. Você também pode participar, enviando seu artigo para: dancenews.com@gmail.com, ou discordar ou acrescentar comentários nesta matéria, no formulário abaixo. Fique à vontade. 

 "BOLANGO" X "TANLERO" X TANGO.

- Chapéu, você dança Tango?
- Sim, danço.
- Então, por que nunca te vi dançar?
- Porquê não danço com qualquer um...
- Metido!
- Metido não! Colocado!
- Como assim?
- Vou explicar:

- Sempre digo que o Tango, é o "Paraguai" das danças do Rio de Janeiro – visto que vamos lá, e "importamos passos" do mesmo, falsificando/falseteando-os para outros estilos de dança. Como Samba, Bolero e até mesmo, pasmem, Kizomba e Zouk. Pois, por ser a "dança das Infinitas possibilidades", o Tango, junto ao Ballet e Foxtrote, virou quase o "babaçu" (de onde mais de 300 subprodutos são extraídos) das danças cariocas.
Mas como todo simulacro, a falsificação sempre aparece...

E o Tango mesmo... segue "engessado".


- Como assim?

- Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que o Tango, aqui, quando não se erra na caminhada, se erra na postura; peso excessivo (pensam que a dama tem de muletar o cavalheiro pra caminhar) ou na métrica de execução (sobretudo, no discrepar temporal entre gêneros).
Pouquíssimos(as) são os tangueiros que não o fazem. E no Tango, se você não consegue caminhar com leveza, e ter domínio postural, classe e tempo corretamente relativo entre pares, correrás o sério risco de dançar um "Tanlero" (Tango com desenho métrico de Bolero), ou um "Bolango" (Bolero mesclado com passos de Tango). Isso com uma dama executando um "La Pisa" (inclinação LEVE da "linha de cernelha" de dama – que aqui CISMARAM que têm de ser com pesagem MÁXIMA, "INTEGRAL" e "INTEGRANTE"), de "entortar o lumbago" do Chuck Norris 👊, e "atacar o ciático" do Schwarzenegger...
(Isso, só pra começar a "película").

- Por quê?

- Muita "imersão", e pouca "conceituação". Lúdico substituindo o plausível, "atrelando" conceitos que não apenas "brigam entre si", mas lutam com a idéia"fanal" e "final" da dança. Atrasando e viciando o(a) aluno(a), em seu aprendizado. Talvez pelo temor do simples fato de que, "entendendo" a dança, ele de repente "pegue de olho" os movimentos, e com isso, hipoteticamente, "evada-se da academia. Sempre dependendo do "próximo movimento/sequência a ser ensinado(a).
Mas na verdade, sem, de fato, "evoluir". Sobretudo no que diz respeito ao "raciocínio conceitual" daquilo que executa enquanto dança...
E o "conceitual", dista-se do "usual", muitas vezes, pelo intermédio do "frugal", e do "nominal".
Cezar Chapeuzinho
Prova, é a "Teoría de Los Cuadrantes De Espaldas", a qual nunca presenciei numa aula de tango tupiniquim. E que ajuda, e otimiza, TREMENDAMENTE o entendimento entre pares. (E é "matéria de prova", valendo "nota", rs). Isso sem citar o braço esquerdo da dama posto em caráter "arbóreo" (não sei porquê, se o "somatório indutivo", que resulta nos movimentos, têm seus "pontos de inserção/reconhecimento" no CORPO da dama). E o, senão "marchar", "arrastar" dos pés pelas damas (a maioria, já devidamente "viciadas" na "Doutrina" dos  4 "S"- Ou traduzindo: Sequeladas Sequências que Subtraem a Sapiência. Olhando aqueles que não partilham de sua "decoreba a la Drywall", com cara de "Cuchifai" (Isso, muitas vezes, enquanto te "descangota" em una gran "salsa de meteduras y marimbas").
- Duele!
- E como "duele"!
Não apenas pelo fato de "engessar", do tango, suas "infinitas possibilidades" (não de "usurpações", mas de "variações"), mas também pelo fato de eu já ter me machucado (e feio!), dançando com uma "esquifusa",  que TORCEU minha COLUNA tão feio, ao jogar o "peso" (desnecessário)  no ponto errado, que fiquei com as pernas "dormentes", do "ponto de torção" pra baixo...
E por isso, "Bailongo", solo con "grelas" de mis "canchas" y "sabiolas".

No lo quiero "Escatar", por un "Berretín".
Hasta! 😉
(Cezar D.B.Jr.)


sexta-feira, 24 de maio de 2019

MERCADOLOGIA NA DANÇA DE SALÃO, PELA ÓTICA DE UM PERSONAL DANCER


"MERCADOLOGIA NA DANÇA DE SALÃO"
By: Cezar Duarte "Chapeuzinho" - Um Personal Dancer




Fichas, Personal Dancers,
Cursos de Professores, Sindicatos e Associações: 
Qual a influência no "Tout Du Danse" atual?

Quando em minha segunda entrevista ao programa"Salão Brasil", na Radio RVC FM,  em maio deste ano, falei sobre Mercadologia, citando os "Personal", "Staff" e "Coin Dancers", como os menos culpados pela atual forma "mercadológica" da dança, em matéria não apenas técnica, mas também como  em fornecimento de "ícones/mestres precoces", que visam sua "venda" em workshops e afins, mais como um produto de "enformação" do que de "informação" e "formação", fui acusado, no mínimo, de protecionista e tendencioso. Ainda mais por tocar em assuntos considerados "tabus", perante o pensamento de dança atual. Como: "forma de ensino", em relação à plausibilidade da tríade: conceito/fanal/resultado.

Aqui, me defendo:

Quando disse que o dançarino de ficha/equipe/personal, é o menor dos fatores mercadológicos nocivos à dança, lógico que ouvi o famoso:
- Ah! Mas por conta deles a dança virou "comércio".

Não. Não virou.
Virou TRABALHO.


Virou uma forma de se prestar um serviço, visando atender uma demanda de mercado: a de cavalheiros para DANÇAR.
(E também de levar, honestamente, o digno sustento para si/sua família através dessa "demanda" de trabalho - visto  que as damas nos pedem cartões - por sermos, além de bons dançarinos, dignos de sua confiança (confiança/qualidade atestada, muitas vezes por amigas que já nos contrataram) nada forçoso, exploratório, ou "à bangu" como o mercado, por vezes vende - embora qualquer "cesto profissional" tenha "maçãs podres"- até no de quem "vende" nossa "imagem".

Deixa "morno!

Porquê, por ora, atenho-me ao "dançar".

Um DANÇAR no sentido GERAL da palavra. E não no "Folclórico".

Como assim?
Simples: Antigamente,  dançava-se REALMENTE com "todo mundo".

Com "todo mundo", que era "conhecido".
Com "todo mundo" que sabia dançar.
Com "todo mundo" que era jovem, bonito, ou "promissor(a)" às benesses carnais pós dança.
Todo mundo que era da mesma academia/estilo/logradouro de dança. (Sim! Essa "rivalidade"/ choque estilístico existia - como ainda existe)

Perceberam o caráter "segregatício" por trás do folclórico "todo mundo"?
Então..?
Bem, vejo pessoas/associações/ nichos formadores de influência /opinião dentro da dança, atribuindo aos dançarinos "pagos", uma "derrocada" da essência dos bailes, que sinceramente não lhes cabe. Inclusive com enquetes do tipo:
"Você dançarino pago, vai ao baile dançar de graça?"


Uma triste e subjetiva maneira de criar uma imagem de proxenetismo aliado à arte. E ao trabalho. E por quê?
- Visto que é, facultado à qualquer artista, subsistir através de sua arte.
Simples: Mercadologia.
Usurpação de clientela, aliada à opinião pronta e ignorante do inconsciente coletivo.

Se de um lado temos as academias (não todas, claro), seu aprendizado lento e de "defumador de prosperidade"(o aluno(a) só traz dinheiro e funciona da porta pra dentro). Do outro temos os dançarinos "pagos" que, além de ofertarem às damas, outras estilísticas em matéria de dança, podem fazê-lo através não somente da prática em bailes, mas também de aulas particulares, no conforto do lar da cliente - de forma rápida e exclusiva. E ainda, com alguém de sua inteira confiança. Sem as egolatrias, escárnios, segregações dos "mais duros(as)", pelos(as) "mais hábeis", e "afins negativos" dos ambientes das academias de dança...
Sem falar o "desvencilhar" dos "grandes nomes", às "únicas fontes" de saber/ensinar da dança.
O quê, naturalmente, removerá a mesma da academia.
E tirará dinheiro dos professores...
E aí, "dá ruim", pra manter a CARÍSSIMA estrutura comercial de um espaço de dança (Anda em voga, inclusive, fazer o "seguro" do imóvel, na forma de "baile-beneficio"). Cala-te boca!

Sendo que, embora "associações" e "sindicatos", tenham nos dançarinos, seu "ladrilho", não são estes que os "alicerçam", mas sim, as academias de dança- que por perderem alunos(as), e também bolsistas, (que descobrem que podem ganhar com sua dança, mais que apenas "esporro") e, consequentemente, dinheiro, começam a mover associações, sindicatos, (e opiniões), contra quem tem na dança, fora das academias, seu meio de vida.

Só não atinam que a dança e consequentemente as academias/nomes ainda estão "de pé" por conta do NOSSO trabalho.

Por quê?

Simples: academia é local de APRENDIZADO.
Mas é nos CLUBES que a dança ainda é amostrada/apreciada/conhecida pelos leigos em geral...
E quem "dança" nos clubes, e afins, com qualquer um(a), independente da habilidade de dança?

Pois é... Nós, os "proxenetas".


Indicando, muitas vezes, para as mesmas, ONDE se aprende...
Ou dando "aulas particulares", caso a pessoa alegue o famoso: "Ah... Mas eu não tenho tempo de ir à academia.".
O quê, mesmo de forma pífia, contribui para o aumento do número de praticantes.
E por aí vai nosso "trabalho-greco-mitológico" de "Atlas" na dança.

Em minha sincera "nota pessoal", o que as Associações /Sindicatos têm de fazer (e não fazem), é parar de se preocupar com o "dançarino pago", e se preocuparem com o "mau profissional" admitido/credenciado, nas fileiras da dança!  Isso mesmo! Aquele que, simplesmente, por ter um diploma de Educador Físico e um profissional de enfermagem ao lado, é apto, por "resoluções politico-mercadológicas", à ministrarem aulas de dança em projetos GRATUITOS, para a população leiga, sem entenderem chondas do que ensinam (isso também  aplica-se à muitos "profissionais" que saem dos "cursos de professores pagou-passou-certificou") tão defendidos/anunciados pelos senhores em seus "periódicos" e conselhos, sem o mínimo pudor de estarem contribuindo para o disseminar, no mínimo equivocado da dança em si como ciência e arte, gerando, nos salões de hoje, como constatamos, (por  "professores" e, por conseguinte, seus "alunos"), o TOTAL DESGARRE da "óctade": Postura-musicalidade-leveza-fluidez-ronda- noção de espaço-visão no salão-etiqueta de salão. Logo, que "preocupação" com o "caminhar" da dança é esse, que nem um "teste didático/técnico", institui à esses "profissionais", que querem "adentrar" nosso mundo? Talvez seja porque, se tal ocorrer, a primeira dispensa, será a de, pelo menos 98% de "corpo institucional/sindical.  (cala-te, "Gregório de Mattos"!)  Creio, oxalá, em minha pueril percepção,  que uma aula GRÁTIS, mesmo inepta, contribui muito mais para o falir das academias , do quê uma COBRADA COMO PARTICULAR - ou seja, por vezes, mais dispendiosa, em matéria de gastos, ao aprendiz.
Se bem que, ao que me parece, em todos estes mais de 20 anos de dança, esta para as associações /sindicatos, é mais uma "muleta política", do que uma "bandeira" em si. Tendo um caráter muito mais "auto-promotivo" do quê  "altruísta-causal".
Tanto que só serve para que as mesmas pendurem "moções /cartolinas em suas paredes. Sem nada de PALPÁVEL para os profissionais e dançarinos em si - como insalubridade (devido ao grande número de horas consecutivas trabalhadas, mediante gestos e esforços repetitivos e desgaste osteomuscular), contribuição especial devido à renda flutuante, e até mesmo (e por quê não?) isenção /aluguel especial para imóveis voltados ao ensino/prática de dança. Uma vez que somos perpetradores/perpetuadores culturais- visto que dança é CULTURA.
Por quê apenas igrejas e templos possuem maiores direitos à isenções?
Doravante, Moções, DRT e DST's, no mundo da dança de hoje, são praticamente sinônimos . Visto que muitas vezes basta ter apenas "intimo contato pessoal", para "aquinhoá-los".
(Cala-te boca!)

Mas não, tudo que temos, é apenas desconto em sapatos, e entradas de baile (ou gratuidade em palestras/workshops DAS PRÓPRIAS  instituições). Sobretudo aquelas que têm, como intuito, levar toda a classe da dança à pensar como eles, adotando um coletivo "instinto de boiada messiânico", que tem como objetivo maior, não o bem-estar da dança. Mas talvez o seu "controle" (este, ao que se amostra, mais "figurativo" e "financeiro", que de "qualidade").

Financeiro? Mas a taxa não é "anual"?
Sim: É! Multiplique a mesma por 1 milhão, e divida pela quantidade de meses do ano. Se quiser melhorar o cálculo, some à isso, 3% ao mês de rendimento desse montante total de 7 dígitos, numa, vamos fantasiar, "poupança simples"?
E o quê será feito pela dança nesse "interim arrecadatório"?
Nada. "problemas senados não geram messias/heróis".
E tampouco cifrões oriundos do messianismo/ heroísmo...
E como "Dinheiro é a força que move o mundo" (e o imundo), talvez  ainda tenhamos profissionais cuja vida foi dedicada à arte da dança (tanto criativa, como didática e execucional), dependendo de "lista" pra serem enterrados, ou de "bolsas de compras", pra se alimentarem, quando as pernas, crispadas pela velhice, não mais lhes fornecer o sustento (velhice esta, que muitas vezes chega beeem antes da "etária").
Pois lembrem-se:
"Para os senhores, somos gado. Mas para a vida em si não somos plantas ou traças, pra nos alimentarmos por fotossíntese e nem com as cartolinas de suas paredes."

Saiam da vaidade e entrem na "plausibilidade".
(A "dança real" está vos esperando... ansiosamente)


sábado, 9 de março de 2019

Programa Salão Brasil 2019


Sem papas na língua, o mestre Bob Cunha faz uma panorâmica de problemas jogados ao tempo. 

Acesse www.redervc.com - quarta, 13/3, 22hs.